9.5.09

Preservativos vão ser (agora) distribuídos no secundário

No ano lectivo 2003/2004 propus fazê-lo na Escola Básica e Secundária da Povoação. Pelos vistos estava uns 5 anos lectivos à frente. Isto porque, na altura as reacções de professores e auxiliares de educação foram de “preocupação”. Segundo sei o não terem em consideração a velha máxima de que “mais vale prevenir do que remediar”, levou a que as preocupações posteriores fossem bem maiores. O tempo veio dar razão a quem acreditava que esta medida era uma grande medida de prevenção. E a quem também acreditava e acredita que a escola tinha e tem um papel fundamental no acompanhamento, a todos os níveis, de quem a frequenta.
A prevenção não passa, e já existem provas disso, por negar o que se passa à nossa volta mas sim acompanhando a realidade e adaptando atitudes e formas de agir.

12.3.09

Gostei da frase...

Apesar de desconhecer o autor...fica a frase:
"Sendo a velocidade da luz superior à velocidade do som, é perfeitamente normal que algumas pessoas pareçam brilhantes até abrirem a boca".
Fez lembrar-me de uma do humorista Ricardo Araújo Pereira:
"A liberdade de expressão é uma maravilha para sabermos onde estão os idiotas".

20.1.09

Dá que pensar...


Já há algum tempo que tenho pensado nesse 'ponto de vista' em relação à crise. Que ela é real, todos nós o constatamos. Mas não será que já estão a exagerar? Instalando-se o medo nas pessoas? Não se devia incentivar em vez de fazer exactamente o contrário?
Fica a história...
Alguém resolveu promover uma corrida entre os sapos. O percurso extendia-se por quilómetros onde haviam muitos obstáculos naturais. O primeiro sapo a chegar receberia como prémio um lugar privilegiado para viver e dele desfrutar para o resto da vida.
Entusiasmados que estavam, todos eles se inscreveram para a corrida, e ela finalmente iniciou. Os outros bichos que assistiam gritavam palavras de incentivo.
Pouco tempo depois do início alguns já se mostravam cansados e começavam a surgir as primeiras desistências. Os bichos que assistiam já não incentivavam, porém assistiam atentos.
Mais tarde, ainda com mais desistências, pior do que não incentivar, os bichos desencorajávam-os. Ainda mais difícil se tornava, visto que os espectadores passavam a emitir insistentemente as suas opiniões negativas, incentivando-os a desistir. E isto fazia efeito na maioria deles, que desistiam, um após o outro.
Entretanto, havia um sapo que, além de não se importar com os comentários, parecia manter o ritmo inicial.
Aproximando-se da linha de chegada, olhando à sua volta viu que, embora todos os bichos acenavam e expressavam-se de todas as formas, ele era o único que continuava em competição. A maioria arrastava-se já, sem animo nenhum. Mas ele continuava, mesmo sem entender por que tantos desistiram.
Passando finalmente pela linha de chegada, recebe o troféu de vencedor e o respectivo prémio.
Porém, ao ser entrevistado por jornalistas, perceberam que ele não entendia nada do que perguntavam. Só então perceberam que ele era SURDO.
Moral: O que não falta são bichos destes na vida de todos nós. A meter medos, a desencorajar os mais audazes. A fazer-nos desistir de um objectivo.
Selecciona o que ouves e filtra a mensagem, até tirares o seu melhor 'sumo', o mais doce para a tua vida. Até porque desistir é 'morrer'. Logo desencorajar pode 'matar'. Não te deixes morrer, continua sem temer.

17.1.09

Algo que li e gostei...

«Neste cenário – o da globalização –, uma nova atitude de todos os actores organizacionais tornam-se condição sine qua non para que as coisas mudem: interiorizar a inovação nestes tempos que correm é um imperativo de todos e um elemento mobilizador e integrador da criatividade, das competências e capacidades de todos aqueles que se pretendem afirmar no mundo do trabalho como autênticos cidadãos da tal aldeia global – e só assim se conseguirá exercer efectivamente a cidadania organizacional.
O perfil do profissional da era do conhecimento deverá reunir não somente habilidades técnicas, não será apenas martelo na forja do aço feito prego mas, também, aptidões emocionais, cognitivas e afectivas.
De forma mais gritante ou, então, sussurrado mais silenciosamente, todos sentimos a necessidade de re-humanizar as organizações. Aí temos gente inteira, gente que quer ser mais gente, gente que se vê gente, gente que acredita na relação do outro enquanto gente. Gente que sente o peso da cabeça em cima de uma coluna cheia de feixes nervosos. E que sente. E que pensa. E que sente o que pensa. E que pensa o que sente. E di-lo. E fá-lo. E fá-lo acontecer com a dignidade da certeza feita vontade. E emociona-se por si e com os outros, e aperta nos lábios o grito incontido do êxito que é meu e teu transformado num nós que é gratificante e deferenciador de quem acredita na cidadania organizacional.»
José da Costa Dantas

23.12.08

Esse meu momento natalício que...

…é a primeira vez que partilho com alguém.
São precisamente 3 horas da manhã. Sentado no escuro onde o que só ilumina a sala são as glorificas luzes da Árvore de Natal que, como sempre, a minha mãe capricha na ornamentação. Não se passa um Natal que não o faça, quando já todos estão a dormir, ao som de boa música. Desta vez, de novo, melodias de Natal. Só que desta vez lembrei-me de registar o momento, e partilhá-lo com quem sentir curiosidade.
Colocando o computador no colo e abrindo o programa de escrita fui escrevendo…Numa época onde se alegram os céus, apesar da chuva e do vento, todos andam felizes. Como se costuma dizer: o melhor da festa é esperar por ela. Eu acrescento o melhor da festa é esperar ansiosamente por ela, e vivê-la intensamente. Adoro o Natal! Adoro tudo o que ele transmite. Adoro como as pessoas se cumprimentam. Sempre com um sorriso, como se os votos de “Boas Festas” lhes estivesse, naquele preciso momento, a fazer lembrar a magia que esta Festa já os acarretou e imaginado a que os vai provocar dentro de dias.
Momento de família, de união, onde só se fala de coisas boas, no melhor que a vida nos dá. Esquecendo sempre que na vida nem sempre tudo nos sorri. Adoro o Natal! Adoro esse meu momento anual. Onde sem sorrisos, sem pessoas alegres, sem cumprimentos, fica difícil não lembrar dos que menos podem. Dos que, como vi numa reportagem da TV, ficam deprimidos nestas épocas. Consigo classificar, mas nunca quantificar o que pensam e o que sentem. Penso logo, o quão sorte tive comparando-me com tantos outros, que nesse preciso momento estão em lugares e em condições, que nem ouvir uma simples melodia de Natal podem fazer.
Não peço mais. Não quero natais supérfluos, que só desumanizam o real espírito do nascimento. “Só” isso chega! Quero-o sempre todo o ano.
E vou ter! Aventuram-se a acompanhar-me?
Mais uma vez: que o espírito natalício perdure sempre…BOAS FESTAS (acabei de me lembrar).

6.11.08

RTPN: "de notícias se faz o mundo"

Vi esta frase no canal de notícias da RTP. Uma frase que fazia referência ao próprio canal.

Mas as notícias não são acontecimentos de pessoas? Não são preparadas por pessoas? Não são relatadas por pessoas? Para que outras pessoas as vejam e interpretem.

Não podia estar mais em desacordo com esta frase. Acho que é dimensionar o mundo somente àquilo que nos é mostrado pela comunicação social todos os dias. E que, como é sabido, muitas vezes são preparadas e transmitidas sem haver qualquer tipo de imparcialidade.

Sem pessoas não há notícia. Sem pessoas não há criação. Sem pessoas não há sentimento. Sem pessoas não se dá desenvolvimento. Não existe continuação. Não existe mudança. Tudo hoje na vida não tem a mão do Homem?

Não seria mais correcto e mais completo dizer que: de pessoas se faz o mundo?

8.10.08

Será (apenas) uma mudança?

Muito se fala na crise económica. Na possível queda do Capitalismo. Oxalá.
Mas francamente. Será mesmo que cai? Ou simplesmente estamos numa fase de mudança dos "donos do mundo"?